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Zoo Lujan

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Já voltei pra terra, mas me sinto na obrigação de falar sobre esse zoológico, que fica a poucos quilómetros de Buenos Aires, por vários motivos.

Lugar conhecidíssimo porque lá muitos animais ficam soltos (gansos, lhamas, galinhas) e você pode entrar nas jaulas dos leões e tigres, chegar pertinho, e até tirar fotos com eles. É possível também dar comida aos elefantes, tirar fotos tocando em cobras e pássaros…Enfim, é um zoológico bem dinâmico e bonito. Eu amei as lhamas: elas são super fofas e amigáveis, quer dizer, isso porque elas estão interessadas no milho, nos grãos, pedaços de pão ou na cenoura que você tem nas mãos!

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Vamos às informações práticas: a entrada custa 300 pesos (1 real hoje vale cerca de 5 pesos argentinos). Você pode comprar também pacotinhos de comida para os animais por 10 pesos cada um. As filas das jaulas são enormes, então é bom chegar cedo (o zoológico abre às 9:00) ou então deixar pra ver leões e tigres de tardinha, umas 17:00, porque a maioria dos grupos já deverá ter ido embora. Como nós éramos três pessoas, íamos revezando: um ficava na fila e os outros dois iam passear, ver os animais, dos quais as jaulas não estavam lotadas. Para chegar ao local, pegamos na Plaza Italia o ônibus nº 57, que passa de 30 em 30 minutos. Atenção, pois para pegar o ônibus você precisa comprar um cartão do serviço de transporte público SUBE, que custa 30 pesos. Nós o compramos em uma banca de revista que fica na mesma praça. Um só serviu para os 3 porque ele é recarregável, você pode colocar quantos créditos quiser. Em seguida fomos em uma lotérica carregar a “tarjeta”: colocamos 60 pesos por pessoa (ida e volta. Cada passagem custa 30 pesos). A viagem durou mais ou menos 2 horas, mas é bastante confortável. Você pode também optar pelo trem ou passeios turísticos já organizados que oferecem o transporte. Provavelmente você passará algumas horas lá, então, se sentir fome, poderá ir em alguma lanchonete ou restaurante que tem  dentro do zoo mesmo, mas não vá esperando nada de muito gostoso.

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Vale a pena ir? MUITO. Eu não sou tão amante de animais, mas qualquer pessoa, com qualquer gosto e de qualquer idade vai se derreter com eles!

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Tudo tem um porém e nesse caso não é diferente. Existe uma polêmica muito grande em relação ao Zoo Lujan, com a qual eu particularmente concordo. É realmente estranho que um leão fique tranquilo dentro de uma jaula, veja centenas de pessoas o dia inteiro, deixe que elas o acariciem e não faça absolutamente nada. Mas é verdade que esses animais são criados junto a cachorros e que meu conhecimento sobre animais é menor que um grão de açúcar refinado. Deixo aos entendedores o veredicto.

Mais informações no site: www.zoolujan.com

Xeque-MATE

chimarrão

É verdade, essa foi péssima! mas valeu a intenção rs.

Tomo chá de todas as formas e de todos os gostos desde sempre, tanto que na minha mamadeira tinha chá e não mingau! Então é claro que já conhecia e consumia a erva mate.

Não, eu achava que conhecia. Lá no Brasil só tinha tomado o chá-mate de garrafa (gelado) ou de saquinho, mas nunca tinha experimentado o mate argentino (como o chimarrão do Sul do Brasil), até ontem. É algo completamente diferente, bem amargo, mas delicioso. É a melhor forma de consumir a erva mate, porque usamos diretamente as folhas tostadas, sem misturas, adoçantes, corantes, conservantes e os outros “-antes”.  Mas além do gosto e do charme, a bebida também possui inúmeros benefícios:

-ajuda a reduzir o colesterol ruim, LDL, porque possui nutrientes que bloqueiam a sua absorção, protegendo também o coração, por causa da diminuição de gordura nos vasos sanguíneos;

-é um termogênico natural, favorece a ação de sucos digestivos, acelera o metabolismo e, como consequência, nos faz gastar mais calorias. Além disso, o mate tem função diurética, elimina as toxinas do nosso corpo e o resultado de tudo isso é: emagrecer!

-as suas substâncias antioxidantes são aliadas do nosso cérebro, evitando o seu envelhecimento por oxidação;

-previne a osteoporose por ser rico em cálcio;

-possui praticamente todas as vitaminas que necessitamos.

Um detalhe importante: o uso excessivo pode causar estresse e insônia.

Duas curiosidades: o termo «mate» deriva da palavra matí em quíchua (família de línguas indígenas da região central dos Andes), que significa cuia, o recipiente em que são colocadas a água e a erva.

No Brasil o chimarrão geralmente é dividido por um grupo de amigos, cada um toma um pouco e passa para o próximo. Aqui também existe esse costume, a diferença é que antes de passar a calabaza, se bebe todo o chá, por isso a cuia brasileira é bem maior do que a argentina.

Sobre tango e Buenos Aires

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O Tango nasceu no século XIX nos bordéis do subúrbio de Buenos Aires. É uma mistura de géneros musicais que deriva principalmente da influência dos imigrantes espanhóis e  italianos. As letras das musicas inicialmente eram picantes e violentas e os pares eram formados somente por homens. As coisas mudaram quando o Tango passou a fazer sucesso na Europa, especialmente em Paris: classes sociais mais altas foram abrangidas, mulheres puderam dançar, foi adicionado um toque de tristeza e nostalgia às musicas e o Tango começou a se tornar o que é hoje, o símbolo da Argentina.

Sim, estou em Buenos Aires e sim, estou amando. Quero falar sobre muitas coisas que tenho visto por aqui, mas ontem fiquei tão admirada com o famoso Tango que resolvi escrever logo sobre isso! É tudo isso que falam e mais um pouco: elegante, lindo de ver e muito legal de dançar também.

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Não gente, eu não sei dançar Tango, mas ontem fui em um club chamado La Viruta Tango e tive uma aula básica para principiantes, claro. Esse é um lugar muito interessante perto da Plaza Serrano em que você paga 60 pesos para entrar (mais ou menos 20 reais), participar das aulas de tango, rock e salsa (em horários específicos que podem ser consultados no link que coloquei acima) e depois dançar a noite inteira ou então sentar em uma das mesas, assistir às danças, comer ou beber algo (o club funciona também como restaurante). Antes das “clases” tem um mini show de tango dos professores, uma demonstração de técnica, naturalidade, leveza e elegância. Em seguida os alunos são divididos em grupos: principiantes, intermediários e avançados.  Eu achei que seria super difícil, mas depois de me exercitar um pouco já deu pra fazer os movimentos de maneira bastante fluida. Gostei tanto que pretendo voltar antes do fim da viagem.

Novos posts sobre la Ciudad em breve!

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