Monthly Archives: agosto 2014

Zoo Lujan

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Já voltei pra terra, mas me sinto na obrigação de falar sobre esse zoológico, que fica a poucos quilómetros de Buenos Aires, por vários motivos.

Lugar conhecidíssimo porque lá muitos animais ficam soltos (gansos, lhamas, galinhas) e você pode entrar nas jaulas dos leões e tigres, chegar pertinho, e até tirar fotos com eles. É possível também dar comida aos elefantes, tirar fotos tocando em cobras e pássaros…Enfim, é um zoológico bem dinâmico e bonito. Eu amei as lhamas: elas são super fofas e amigáveis, quer dizer, isso porque elas estão interessadas no milho, nos grãos, pedaços de pão ou na cenoura que você tem nas mãos!

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Vamos às informações práticas: a entrada custa 300 pesos (1 real hoje vale cerca de 5 pesos argentinos). Você pode comprar também pacotinhos de comida para os animais por 10 pesos cada um. As filas das jaulas são enormes, então é bom chegar cedo (o zoológico abre às 9:00) ou então deixar pra ver leões e tigres de tardinha, umas 17:00, porque a maioria dos grupos já deverá ter ido embora. Como nós éramos três pessoas, íamos revezando: um ficava na fila e os outros dois iam passear, ver os animais, dos quais as jaulas não estavam lotadas. Para chegar ao local, pegamos na Plaza Italia o ônibus nº 57, que passa de 30 em 30 minutos. Atenção, pois para pegar o ônibus você precisa comprar um cartão do serviço de transporte público SUBE, que custa 30 pesos. Nós o compramos em uma banca de revista que fica na mesma praça. Um só serviu para os 3 porque ele é recarregável, você pode colocar quantos créditos quiser. Em seguida fomos em uma lotérica carregar a “tarjeta”: colocamos 60 pesos por pessoa (ida e volta. Cada passagem custa 30 pesos). A viagem durou mais ou menos 2 horas, mas é bastante confortável. Você pode também optar pelo trem ou passeios turísticos já organizados que oferecem o transporte. Provavelmente você passará algumas horas lá, então, se sentir fome, poderá ir em alguma lanchonete ou restaurante que tem  dentro do zoo mesmo, mas não vá esperando nada de muito gostoso.

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Vale a pena ir? MUITO. Eu não sou tão amante de animais, mas qualquer pessoa, com qualquer gosto e de qualquer idade vai se derreter com eles!

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Tudo tem um porém e nesse caso não é diferente. Existe uma polêmica muito grande em relação ao Zoo Lujan, com a qual eu particularmente concordo. É realmente estranho que um leão fique tranquilo dentro de uma jaula, veja centenas de pessoas o dia inteiro, deixe que elas o acariciem e não faça absolutamente nada. Mas é verdade que esses animais são criados junto a cachorros e que meu conhecimento sobre animais é menor que um grão de açúcar refinado. Deixo aos entendedores o veredicto.

Mais informações no site: www.zoolujan.com

Sandwich da Stella

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Acabei de fazer, aqui em casa todos adoram! É um sandwich natural, mas juro que não é aquela coisa sem graça, que faz ter vontade de sair correndo comer torta e nunca mais fazer dieta. Uma tia minha, Stella Maris, fez um dia pra mim e eu amei, mas confesso que sempre gostei de coisas naturais (pelo menos isso, senão vivia comendo doces rs).  O meu não deve chegar aos pés do dela, mas mesmo assim, aqui está a receita (para 4 sandwiches):

Ingredientes

-200 gramas de ricota

-1 cenoura média

-azeite (a gosto)

-gersal (a gosto. Gersal é gergelim tostado e moído com sal. Vende-se pronto mas também dá pra fazer em casa, é super fácil.)

-alface (a gosto)

-pão integral em fatias.

Preparo

Corte a ricota em fatias grossas e amasse com um garfo. Depois rale a cenoura e junte com o queijo. Adicione à mistura um pouco de azeite, umas 3-4 colheres de chá de gersal (depende do gosto de cada um) e misture tudo até formar uma massa.

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Então coloque um pouquinho de nada de azeite em 2 fatias de pão e, por cima, algumas folhas de alface cortadas. Cubra uma das fatias com a massa que você preparou e feche o sandwich.

Agora é só prosseguir da mesma forma na preparação dos outros e pronto!

Dear mirror

 

 

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Edouard Manet, La Nymphe surprise, Paris, 1861. 

Museu de Belas Artes de Buenos Aires.

Sensualidade, profundidade e beleza. Beleza, por que não?

O que nos levou a crer que um corpo perfeito é um corpo inexistente?

O que nos levou a condenar-nos à tristeza, achando que um dia, talvez, seriamos felizes?

Eu queria aprender a gostar de mim como consigo gostar de alguém, como gostei dessa imagem.

Xeque-MATE

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É verdade, essa foi péssima! mas valeu a intenção rs.

Tomo chá de todas as formas e de todos os gostos desde sempre, tanto que na minha mamadeira tinha chá e não mingau! Então é claro que já conhecia e consumia a erva mate.

Não, eu achava que conhecia. Lá no Brasil só tinha tomado o chá-mate de garrafa (gelado) ou de saquinho, mas nunca tinha experimentado o mate argentino (como o chimarrão do Sul do Brasil), até ontem. É algo completamente diferente, bem amargo, mas delicioso. É a melhor forma de consumir a erva mate, porque usamos diretamente as folhas tostadas, sem misturas, adoçantes, corantes, conservantes e os outros “-antes”.  Mas além do gosto e do charme, a bebida também possui inúmeros benefícios:

-ajuda a reduzir o colesterol ruim, LDL, porque possui nutrientes que bloqueiam a sua absorção, protegendo também o coração, por causa da diminuição de gordura nos vasos sanguíneos;

-é um termogênico natural, favorece a ação de sucos digestivos, acelera o metabolismo e, como consequência, nos faz gastar mais calorias. Além disso, o mate tem função diurética, elimina as toxinas do nosso corpo e o resultado de tudo isso é: emagrecer!

-as suas substâncias antioxidantes são aliadas do nosso cérebro, evitando o seu envelhecimento por oxidação;

-previne a osteoporose por ser rico em cálcio;

-possui praticamente todas as vitaminas que necessitamos.

Um detalhe importante: o uso excessivo pode causar estresse e insônia.

Duas curiosidades: o termo «mate» deriva da palavra matí em quíchua (família de línguas indígenas da região central dos Andes), que significa cuia, o recipiente em que são colocadas a água e a erva.

No Brasil o chimarrão geralmente é dividido por um grupo de amigos, cada um toma um pouco e passa para o próximo. Aqui também existe esse costume, a diferença é que antes de passar a calabaza, se bebe todo o chá, por isso a cuia brasileira é bem maior do que a argentina.

Sobre tango e Buenos Aires

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O Tango nasceu no século XIX nos bordéis do subúrbio de Buenos Aires. É uma mistura de géneros musicais que deriva principalmente da influência dos imigrantes espanhóis e  italianos. As letras das musicas inicialmente eram picantes e violentas e os pares eram formados somente por homens. As coisas mudaram quando o Tango passou a fazer sucesso na Europa, especialmente em Paris: classes sociais mais altas foram abrangidas, mulheres puderam dançar, foi adicionado um toque de tristeza e nostalgia às musicas e o Tango começou a se tornar o que é hoje, o símbolo da Argentina.

Sim, estou em Buenos Aires e sim, estou amando. Quero falar sobre muitas coisas que tenho visto por aqui, mas ontem fiquei tão admirada com o famoso Tango que resolvi escrever logo sobre isso! É tudo isso que falam e mais um pouco: elegante, lindo de ver e muito legal de dançar também.

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Não gente, eu não sei dançar Tango, mas ontem fui em um club chamado La Viruta Tango e tive uma aula básica para principiantes, claro. Esse é um lugar muito interessante perto da Plaza Serrano em que você paga 60 pesos para entrar (mais ou menos 20 reais), participar das aulas de tango, rock e salsa (em horários específicos que podem ser consultados no link que coloquei acima) e depois dançar a noite inteira ou então sentar em uma das mesas, assistir às danças, comer ou beber algo (o club funciona também como restaurante). Antes das “clases” tem um mini show de tango dos professores, uma demonstração de técnica, naturalidade, leveza e elegância. Em seguida os alunos são divididos em grupos: principiantes, intermediários e avançados.  Eu achei que seria super difícil, mas depois de me exercitar um pouco já deu pra fazer os movimentos de maneira bastante fluida. Gostei tanto que pretendo voltar antes do fim da viagem.

Novos posts sobre la Ciudad em breve!

Linhas

cisneis

Escrever é

Esvaziar a alma

Transbordar

A página

De lágrimas

Alinhar ideias

E alinhavar o coração.

Torta de limão

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O primeiro post foi sobre um assunto importante pra mim, a primeira receita também tem que ser significativa: quem me conhece sabe como sou loucamente apaixonada por doces e sempre que posso faço algum.

Essa é uma das tortas que mais gosto e o bom é que é fácil de fazer, uma mão na roda quando você precisa de um doce urgente pra um almoço ou jantar ou então só está com vontade de fazer “gordice”! 😛

Quem me fez experimentar a torta de limão pela primeira vez foi a minha madrasta, Valéria, e é claro que eu pedi a receita na hora, né? Tem no blog dela com meu pai também, http://cozinharfazbem.blogspot.com.br. Vou logo avisando que essa torta não tem nada de light! #aiaicalorias #correrpracompensar

Mas chega de lenga-lenga e vamos ao que interessa:

As armas:

1 pacote  (200 g) de biscoitos Maizena, Maria ou qualquer um desse tipo

4 colheres de sopa cheias de manteiga

1 lata (uns 400g) de leite condensado

2 ovos

8 colheres de sopa de suco de limão

4 colheres de sopa de açúcar

A hora do crime:

Bata no liquidificador os biscoitos até virar uma farinha (uma vez não achei o liquidificador e tive que bater com um batedor mesmo, demorou um pouco mas no final deu tudo certo). Depois misture a farinha com a manteiga e coloque a massa obtida em uma fôrma de sua preferência, formando uma base lisa.

Separe as claras das gemas. Reserve as claras e bata as gemas junto com o leite condensado e o suco de limão. Despeje o creme em cima da base da torta.

Gosto de ligar o forno (150ºC) mais ou menos nesse momento, quando acabo a segunda parte, pra pré-aquecer.

Bata as claras em neve, adicionando o açúcar aos poucos, até ficarem consistentes, então as coloque em cima do creme de leite condensado.

Agora é só colocar a torna no forno por uns 10 minutos (o tempo pode variar!), só pra dourar o suspiro.

próximo passo: comer, comer e comer.

Estilistas brasileiros

Estive pensando sobre o que poderia ser o primeiro post. Pensei em uma descrição de mim e da proposta do blog, mas achei chato! rs. Quem quiser saber um pouco da minha vida pode ir em “Mais de mim “, o resto será visto aos poucos, eu espero.

Então decidi começar “in medias res” e falar logo sobre algo que eu adoro, apesar de não ter tido muito tempo de acompanhar nesse período : moda!

Vocês já viram a quantidade de estilistas brasileiros legais? Eu não tinha ideia, mas são muitos, muuuuitos mesmo! Eu vou citar aqui os meus  3 preferidos:

Samuel Cirnansck

A sua marca homônima existe desde 1999. Pra mim foi amor à primeira vista e parece que não foi só pra mim, ele virou queridinho de várias famosas.

Essas fotos são do desfile do SPFW verão 2015

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www.samuelcirnansck.com.br

Lethicia Bronstein

Também trabalha muito para os famosos. Faz vestidos de noiva, mas em suas coleções vemos também o estilo pret-à-porter

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www.lethicia.com.br

Márcia Ganem

Ela não é tão conhecida como os outros dois, mas o trabalho dela é divino! Usa materiais originais, principalmente a Fibra da Poliamida e gosta de misturar moda com joalheria.

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www.marciaganem.com.br

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